domingo, 20 de março de 2011

Sinceridade com Deus,ou aceito na Sociedade?

 Até que ponto é fé ou, simplesmente, conformismo e comodidade. Erguer as mãos na igreja e cantar sobre "esta paz que sinto em minh'alma...", reflete mesmo uma confiança inabalável no Deus que segura na minha mão e me dá paz por entre o vale sombrio da morte, ou será muito mais uma postura acomodada de quem não quer encarar o problema como ele é?
Se houvesse mais sinceridade, talvez diria: "Deus, estou com medo, ansioso e aflito; não sei como resolver esse problema, não tenho condições de cantar, só de chorar... Por favor, me ajuda na minha falta de fé".
Acho que isso faltou ao irmão do filho pródigo, o que chamamos de "filho próximo". O texto do evangelho de Lucas (cap. 15, versos 11-32) nos apresenta esse jovem que escolheu ficar na casa do pai, enquanto seu irmão, o mais jovem, escolheu sair e "curtir" a vida, ainda que essa "curtição" rumasse à destruição. 
Do ponto de vista da sinceridade, contudo, aquele que saiu foi mais o coerente.
À luz desta parábola, o religioso é aquele que vive nos portões da casa do Pai, olha por entre as grades e pensa: "Ah, como eu queria saber o que tem lá fora...", mas que nunca externa esse desejo, pois vive numa relação de "podes" e "não podes"´, "é certo" e "é errado", é "permitido" e "é proibido".
Esse tipo de ambiente inibe a sinceridade do cristão, pois o coloca dentro de uma grande tensão: a sinceridade versus a aceitação. "Se falar a verdade sobre que sou e o que eu sinto, serei rejeitado".
Sobre esse Deus com quem queremos lidar nas bases da sinceridade, sua palavra diz o seguinte:
"... porque o SENHOR esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento" (1 Cr. 28:9);
"... o homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração." (1 Sm. 16:7)
"... o Senhor não desprezará aquele de espírito quebrantado e de coração contrito." (Sl. 51:17).



Você está tentando enganar DEUS?

Enfim, não dá pra fingir com Deus.
Ele sabe como estamos, conhece o que vai na nossa mente e coração, e o que é melhor: mesmo sendo quem somos, Ele sempre nos aceita.

E aí, quer ser sincero ou religioso?

Caminhar em sinceridade com Deus e, acima de tudo, com o próximo implica muitas vezes em lágrimas e decepção, mas certamente lhe proporciona a bênção de um relacionamento autêntico e sem máscaras, onde mesmo com todos os erros, a aceitação do Pai garante a auto-aceitação. 
Por outro lado, levar uma relação ritualística e legalista com Deus (que está como um inspetor severo atento ao mínimo vacilo) lhe faz sempre temer o dia em que a máscara cairá – porque esse dia sempre chega! – fazendo nascer a enorme necessidade da aceitação (de Deus e dos homens), mesmo que para isso você tenha que viver uma vida que não é a sua.


VOCÊ QUER SER UM CRISTÃO SINCERO COM DEUS, OU UM RELIGIOSO ACEITO PELA SOCIEDADE?

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